Quando o bebê começa a falar?

De 1 a 3 meses
A primeira forma de comunicação do bebê nessa fase é o choro. Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de trocar a fralda.

Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança. Dá para distinguir o choro de cólica do choro de fome, por exemplo.

À medida que o bebê cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma minifábrica de som. Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebês de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como “ma” e “na”.

Quatro meses
Neste ponto, o bebê começa a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como “dadá” ou “babá”. Os primeiros “mama/ã” e “papá” podem escapar aqui e ali, e embora certamente façam você e seu companheiro se derreterem todos, não significam que o bebê já relacione direito as palavras a vocês. Isso vem depois, com quase um ano.

As tentativas dele de falar parecem um jorro de monólogos em outra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras. A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu da boca e as cordas vocais para produzir todo tipo de sons engraçados. Ela se diverte quando descobre que é ela quem faz tudo aquilo, fica estimulada a repeti-los e a procurar novos barulhos.

Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebê fale português, inglês, francês ou japonês em casa. É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons (“ca”, “da” ou “auá”, por exemplo), repetidos por ele sem cessar porque ele gosta do jeito como soam e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados.

De 6 a 9 meses
Quando a criança balbucia e emite sons nessa idade, eles até parecem fazer algum sentido. Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que você usa. Um bom jeito de estimular o bebê a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando.

De 1 ano a 1 ano e 5 meses
Nessa fase ele usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam. Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como “co-lo?”, quando quiser ser carregado, por exemplo. A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o fato de ser capaz de expressar suas necessidades.

De 1 ano e meio a 2 anos
O vocabulário com essa idade pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante.

É preciso cuidado, portanto, com o que se diz na frente da criança. Ela vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como “É meu” (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!).

Aos 2 anos, a criança usa frases com três palavras e canta canções simples. O senso de identidade dela amadurece e ela começa a falar sobre si — do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-la e é possível que você a pegue dizendo “nenê fez”, em vez de “eu fiz”.

De 2 a 3 anos

A criança tem um pouco de dificuldade para empregar o volume apropriado para falar, mas logo aprenderá. Também começa a desvendar os macetes dos pronomes, como “eu” e “você”. Entre 2 e 3 anos, seu vocabulário aumenta para até 300 palavras. Ela usa nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como “Eu quero agora”.

Quando faz 3 anos, a criança em geral usa a fala com mais sofisticação. É capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação. Usa, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas é mais sofisticado com os pais.

É possível que você já entenda tudo o que ele diz. A maioria das crianças nessa idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta. Nesse estágio, você pode corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra do modo correto, sem advertir seu filho por ter falado “errado”.

O que vem pela frente

À medida que seu filho cresce, ele fica mais tagarela. Você mal vai se lembrar da época em que ele não falava e vai se divertir ouvindo sobre os trabalhos que ele fez na escola, sobre o que a amiguinha Sabrina comeu no almoço, o que ele acha da madrasta da Cinderela e qualquer outra coisa que ocupe a mente dele.

Ele também começará a lidar com a habilidade mais complexa da escrita.

O que os pais podem fazer

É simples: converse com seu filho. Pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças. O vocabulário delas também se mostrou mais rico que o de crianças que não receberam muito estímulo verbal.

Pode-se começar já na gravidez, de forma que o bebê se acostume com o som da voz da mãe, o que já pode ir estimulando conexões no cérebro dele.

Algumas ideias para durante a gestação são ler um livro em voz alta ou cantar para o bebê enquanto estiver no banho. Tudo bem, é possível que a grávida se sinta estranha fazendo isso. Não há motivo para se sentir culpada, já que o bebê já ouve bastante a voz da mãe quando ela fala com outras pessoas.

Desde que o bebê nasce, é recomendado conversar enquanto estiver trocando a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dar um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos. Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que se está fazendo: “Agora a mamãe vai colocar você na água quentinha (e assim por diante)”.

Por volta dos 5 meses, você pode perceber que ele presta atenção aos movimentos da sua boca. Continue falando e em breve ele começará a tentar conversar também.

É impossível não usar um certo “tatibitate” ao falar com o bebê, e ele tem lá sua função afetiva, mas procure usar também frases reais, no mesmo tom de voz e com o mesmo vocabulário que usaria com um adulto.

Não há motivo para evitar o uso de palavras complicadas. Embora talvez precise simplificar a forma como fala para que seu filho compreenda o que você quer dizer, a melhor maneira de ele aumentar o vocabulário é escutando você usando novas palavras.

Ler é uma ótima forma de ajudar a desenvolver as habilidades de linguagem do seu filho. Os bebês vão adorar o som da sua voz, as crianças maiorzinhas vão aproveitar as histórias e mais tarde podem até mesmo interrompê-las para dizer o que está acontecendo ou dar algum palpite.

https://brasil.babycenter.com/a3400440/marcos-do-desenvolvimento-falar#ixzz4qre4OxTc

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